No percurso entre o manancial e a torneira, a água é submetida a uma série de processos físicos e químicos meticulosamente orquestrados. A EBS, empresa especializada em soluções para saneamento básico, monitora de perto a engenharia que dá suporte a cada etapa do processo de tratamento da água nas estações, conhecidas como ETAs. A compreensão desse percurso é fundamental para explicar como a água distribuída nas cidades chega com qualidade adequada ao consumo humano.
O tratamento convencional, também denominado ciclo completo, é o modelo mais adotado em mananciais superficiais, como rios e represas. Ele combina etapas de clarificação, que retiram partículas e impurezas, com etapas de desinfecção e condicionamento, responsáveis pela segurança sanitária e pela estabilidade da água ao longo da rede de distribuição.
Confira a seguir como cada etapa funciona, quais parâmetros de qualidade orientam o processo e de que maneira a tecnologia tem ampliado o controle sobre a operação das estações de tratamento.
As etapas do tratamento convencional
Cada fase de uma ETA cumpre uma função específica, e o desempenho de uma depende diretamente do resultado da anterior. Da chegada da água bruta à saída para os reservatórios, o tratamento em ciclo completo costuma seguir esta sequência:
- Captação e gradeamento: a água bruta é retirada do manancial e passa por grades e telas que retêm materiais grosseiros, como galhos e folhas.
- Coagulação: produtos como sulfato de alumínio ou cloreto férrico desestabilizam as partículas em suspensão, permitindo que elas se aglutinem.
- Floculação: a agitação lenta favorece o encontro dessas partículas, que formam flocos maiores e mais pesados.
- Decantação: nos decantadores, os flocos se depositam no fundo pela ação da gravidade, separando grande parte das impurezas.
- Filtração: camadas de areia, antracito e cascalho retêm as partículas remanescentes e reduzem a turbidez.
- Desinfecção: o cloro, ou alternativas como ozônio e radiação ultravioleta, inativa microrganismos causadores de doenças.
- Fluoretação e correção de pH: a adição de flúor contribui para a saúde bucal da população, e o ajuste de pH protege as tubulações contra a corrosão.
A ordem das etapas pode variar de acordo com a qualidade da água bruta. Em alguns casos, mananciais subterrâneos podem prescindir de parte do processo de clarificação. Em organizações especializadas em soluções para saneamento básico, como a EBS, essa adaptação do processo às singularidades de cada manancial possibilita a combinação entre eficiência operacional, uso racional de produtos químicos e qualidade constante da água tratada.

Padrões de potabilidade e controle de qualidade
No Brasil, os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e o padrão de potabilidade são definidos pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM/MS nº 888, de 2021. A norma estabelece limites para parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos, além de frequências mínimas de amostragem.
Dentre os indicadores acompanhados com maior frequência, destacam-se turbidez, cor aparente, pH, cloro residual livre, coliformes totais e Escherichia coli. O cloro residual é um aspecto que requer atenção especial, pois garante a proteção sanitária da água ao longo de todo o percurso pela rede de distribuição até a chegada aos imóveis.
O monitoramento é realizado tanto em laboratório quanto por analisadores instalados ao longo do processo, que medem parâmetros em tempo real. A instrumentação, a automação e o controle laboratorial se complementam na atuação da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, que reúne informações sobre seu trabalho no endereço ebs.eng.br. Dessa maneira, é possível oferecer rastreabilidade à operação.
Os sistemas supervisórios são fundamentais para o ajuste da dosagem de produtos químicos, de acordo com a variação da água bruta. Tal funcionalidade é essencial para a redução de desperdícios e para a manutenção da estabilidade do processo. A automação de estações, área associada às soluções da EBS, tende a ampliar a integração entre dados de campo e decisões operacionais nos próximos anos.
Tratamento de água como base da saúde pública
A água que chega às torneiras é o resultado de uma série de processos técnicos meticulosamente coordenados, em que cada etapa depende da anterior e é monitorada constantemente. Esse percurso explica por que o tratamento de água figura entre as intervenções de maior impacto na saúde pública, com efeito direto na prevenção de doenças de veiculação hídrica.
Com a ampliação do atendimento, conforme previsto no novo marco legal do saneamento, está prevista a entrada em operação de novas estações e sistemas de abastecimento nos próximos anos. Esse avanço reforça a relevância de uma engenharia capaz de unir controle de qualidade e inovação, campo em que a EBS concentra sua atuação.
