Alexandre Costa Pedrosa analisa que a portabilidade de carências no plano de saúde ainda gera dúvidas porque envolve regras específicas, prazos e critérios que nem sempre são apresentados de forma clara ao consumidor. Em muitos casos, a troca de operadora ocorre por insatisfação com rede credenciada, reajustes ou mudanças de perfil familiar, e o receio de cumprir novas carências acaba adiando uma decisão que poderia trazer mais adequação ao cuidado em saúde.
A portabilidade surge justamente para permitir essa mudança sem a perda do tempo já cumprido no plano anterior. No entanto, o processo exige atenção a detalhes contratuais e ao enquadramento correto do plano de origem e do plano de destino. Compreender essas etapas reduz riscos e evita frustrações logo após a migração.
O que é portabilidade de carências e quando ela se aplica
A portabilidade de carências permite que o beneficiário troque de plano sem reiniciar os prazos de carência já cumpridos, desde que atenda aos critérios estabelecidos. Alexandre Costa Pedrosa esclarece que a regra se aplica tanto para planos individuais quanto para determinados planos coletivos, respeitando tempo mínimo de permanência e compatibilidade entre coberturas.
Esse mecanismo busca proteger o consumidor de descontinuidades no cuidado, especialmente quando há acompanhamento médico frequente. Contudo, a portabilidade não é automática. É necessário que o novo plano seja compatível em termos de segmentação assistencial, faixa de preço e tipo de contratação, o que torna o processo mais técnico do que aparenta à primeira vista.
Requisitos, prazos e compatibilidade entre planos
Na avaliação de Alexandre Costa Pedrosa, um dos pontos mais sensíveis do processo está nos prazos. O beneficiário precisa ter permanecido um período mínimo no plano de origem para solicitar a portabilidade, e a troca deve ocorrer dentro de uma janela específica. Fora desse intervalo, o direito pode ser perdido temporariamente, exigindo nova contagem de tempo.
Outro aspecto central envolve a compatibilidade. O plano de destino deve oferecer cobertura igual ou inferior à do plano anterior. Caso haja ampliação de serviços, como inclusão de segmentação hospitalar ou obstétrica, parte das coberturas pode ficar sujeita a carência. Por conseguinte, analisar o contrato com cuidado antes da troca evita expectativas desalinhadas sobre o uso imediato do plano.

Processo de solicitação e documentação necessária
Alexandre Costa Pedrosa aponta que o processo de portabilidade exige organização documental. Comprovantes de permanência, boletos pagos, contrato do plano anterior e dados do novo plano costumam ser solicitados. Esses registros permitem verificar se os requisitos foram atendidos e dão segurança ao pedido.
Além disso, a solicitação deve ser formalizada junto à operadora de destino, que analisará a documentação antes da adesão definitiva. A ausência de algum documento ou a inconsistência de informações pode atrasar, ou inviabilizar o processo. Dessa forma, acompanhar cada etapa e manter protocolos organizados reduz a chance de problemas após a migração.
Cuidados práticos antes de trocar de plano de saúde
Antes de exercer a portabilidade, Alexandre Costa Pedrosa sugere avaliar a rede credenciada, a abrangência geográfica e a dinâmica de autorização do novo plano. Trocar apenas pelo valor da mensalidade pode gerar dificuldades futuras, especialmente se o acesso a profissionais e serviços ficar mais restrito.
Outro cuidado envolve o histórico de uso. Beneficiários em acompanhamento contínuo precisam confirmar se os prestadores e serviços necessários estão disponíveis no plano de destino. Ao alinhar necessidades reais com as regras do processo, a portabilidade deixa de ser um risco e passa a ser uma estratégia consciente para manter continuidade assistencial e previsibilidade no cuidado em saúde.
Autor: Richard Ghanem
